domingo, 13 de novembro de 2011

São Francisco De Assis e Região Estão De Luto



Deputado Estadual Francisco Gorski ( Chicão)



Faleceu na madrugada deste domingo o Deputado Estadual Francisco Gorski (Chicão) em um acidente com seu carro na BR 287, KM 381 naVila Branca no município de Santiago-RS.


Chicão como era conhecido, se deslocava para Santiago depois de uma agenda cumprida na cidade de São Pedro do Sul. Ele estava acompanhado pela companheira Luciane da Silva 33 anos e pelo filho José Francisco Gorski de 3 anos. O veículo Fiat Linea placas IKY 8395, de Santiago saiu da pista e bateu em duas árvores e depois incendiou. Luciane foi encaminhada ao bloco cirúrgico do Hospital de Caridade de Santiago e o filho não sofreu ferimentos.


Os atos fúnebres estão ocorrendo no CTG Coxilha de Ronda. O sepultamento será às 11h da manhã desta segunda-feira, no Cemitério Municipal de Santiago.




Blogueira: "Lamento profundamente a tragédia, pois Chicão era um grande líder e uma pessoa incrível. Aos familiares: eu sinto muito, vocês perderam um membro da família e nós perdemos um amigo, um companheiro e um professor na politica da região"


Chicão vá em paz...

domingo, 16 de outubro de 2011

Ser professor(a)

Professor (a)!


Falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta.
Enquanto professores...
Somos mágicos,
ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a
vida pessoal.
Somos atores, somos atrizes,
que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao
conviver com tantas performances.
Somos médicos,
ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família,
pela carência de tempo de viver a própria infância.
Somos psicólogos,
ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura,
que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer.
Somos faxineiros,
ao tentarmos lavar a alma dos pequenos,
das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heróicos ao mesmo tempo.
Somos arquitetos,
ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem
sabemos se adequados.
É só parar para pensar que talvez seja possível encontrar em cada
profissão existente um traço de nós professores. Contudo, ser professor,
ser professora é ser único, pois a docência está em tudo, passa por todos,
é a profissão mais difícil, mas a mais necessária.
Ser professor é ser essência,
não sabemos as respostas.
Estamos sempre tentando,
Às vezes acertamos, outras erramos, sempre mediamos.
Ser professor é ser emoção
Cada dia um desafio
Cada aluno uma lição
Cada plano um crescimento.
Ser professor é perseverar, pois, diante a tantas lamúrias
“não sei o que aqui faço, por que aqui fico?”
fica a certeza de que...
Educar parece latente, é obstinação.
Ser professor é peculiar,
Pulsa firme em nossas veias,
Professor ama e odeia seu ofício de ensinar
Ofício que arde e queima
Parece mágica, ou mesmo feitiço.
Na verdade, não larga essa luta que é de muitos.
O segredo está em seus alunos, na sua sala de aula, na alegria de ensinar
a realização que vem da alma e não se pode explicar.
Não basta ser bom... tem que gostar.

Obrigado por ser professor.

sábado, 3 de setembro de 2011

Como definir metas de vida


Como definir minhas metas de vida?, foi uma pergunta que ouvi certo dia num curso de que participava. Muito foi dito naquela ocasião, mas nenhuma conclusão definitiva foi tirada no evento (ao menos até eu me retirar). E é uma pergunta que ouço muito, que me faço as vezes. Afinal, como sabemos exatamente o que queremos fazer de nossa vida? E a resposta…


… parece estar na direção em que muitos não estão seguindo. A maioria das pessoas vai vivendo a vida: deixa a vida me levar… E depois, passados anos, se queixam ou se questionam de que não queriam aquela vida, de que não queriam aquela profissão, etc.


Todos temos nossas crenças que trazemos desde a infância. Fomos educados, treinados, direcionados a seguir certos preceitos que nos foram passados. Por decisão de quem passou ou porque aprendemos com os exemplos. Quem nos passou crenças que nos limitam o fez por maldade, com o propósito de nos prejudicar? De forma alguma, me atrevo a dizer. Foi por acreditarem estar fazendo o correto. Era naquilo que elas acreditavam.


A minha sugestão, então, é que busquemos respostas para nossas angústias , dúvidas, curiosidades. Para quem está ainda no início da caminhada, é mais fácil. Para quem já se sente cansado, muito mais provocativo. Na verdade, diria eu, somente quem tem coragem faria isto, faria-se as perguntas que sugiro a seguir.


Se não sabemos o melhor caminho, se não sabemos nossa vocação, se não sabemos traçar nossas metas de vida, devemos começar por questionar o que estamos fazendo hoje, no agora. Este já sará um bom método de entendermos se estamos ou não no caminho. E uma forma de alinhavar as linhas que construirão o verdadeiro caminho que devemos ou queremos seguir.


Faça-se as seguintes perguntas:


1. Se você não precisasse trabalhar para seu sustento, o que faria como sua melhor ocupação, aquilo que lhe daria prazer em fazer? Imagine que alguém está disposto a lhe pagar o que Você já ganha hoje, ou até mais, para Você fazer o que mais gosta. O que seria?


2. Se Você pudesse escolher (e pode), se não tivesse desculpas ou entraves em sua vida, Você moraria na cidade em que mora? Dirigiria o carro que dirige ou andaria nas conduções em que anda?


Feito isto, Você já se conhecerá um pouco melhor. E saberá, talvez, que gostaria de viver em outro lugar e fazer outras coisas.


Agora siga para as seguintes questões:


3. Seguindo o caminho que Você vem seguindo, tente traçar uma projeção de como será sua vida daqui a dez anos. Onde estará, com quem, fazendo o que.


Feito isto, pense: Isto lhe agrada? Reflita muito sobre isto. É onde sua atividade e modo de vida atual vai lhe levar. É isto que quer? Ficará feliz estando lá? Ou seja, ver seu futuro assim desenhado lhe deixa feliz hoje?


E Você poderá (e deverá) seguir ainda com as seguintes…


Questões esclarecedoras


4. Se o medo de falhar, de fracassar, de passar por situações vexatórias ou ridículas não lhe assombrassem, o que Você faria hoje para mudar seu rumo? O que faria de sua vida?


Para finalizar esta seqüência e dar-lhe um rumo claro:


5. O que Você sabe que faz melhor do que ninguém? E que lhe dá imenso prazer em fazer? Aquilo em que, quando se envereda, fica feliz, extasiado, faceiro como guri comendo rapadura?


Este roteiro de perguntas, de auto-perguntas, é algo que pode doer, sem dúvida. Mas que pode clarear a vida de cada um. Muitos de nós passam a vida levando os dias sem nunca se questionar porque motivos não mudou antes. E acaba ficando a se perguntar e não muda no agora também.


Exercício


O que fazer então? Escreva estas perguntas numa folha, num caderno, na sua agenda. Leia-as todos os dias, nos momentos em que esteja só e apropriados a parar e pensar um pouco. Leia as perguntas e pergunte-se, profundamente, pelas respostas. E as espere. Não há pressa. Não saia respondendo assim d imediato. Deixe sua mente profunda lhe dar respostas. Tenha calma.


Vá fazendo as perguntas uma a uma durante um tempo. Ou faça as duas primeiras num momento, tendo as respostas, passe para as demais, gradativamente. Pergunte-se antes de dormir, por exemplo, naquele momento em que pode estar a sós consigo mesmo. Faça a pergunta e durma com ela. Ao receber alguma resposta, anote-a e leve-a a sério.


As suas respostas podem lhe colocar exatamente onde está e fazendo o que faz. Excelente! Você é, certamente, feliz em sua vida, faz com alegria suas atividades de trabalho ou lazer e vive uma vida boa.


Porém, para quem não está no caso acima, a verdade é bem outra. E eu sugiro: Não passe sua vida em branco, não vá levando seus dias, não deixe a vida lhe levar. Não há tempo para começar nada, tudo está no tempo certo.


Tendo, pois, coragem de seguir o roteiro e o encarando de frente, se não está no lugar que queria hoje e/ou se não estará em dez anos, comece a traçar planos de mudança. A resposta está naquela que Você descobrirá para a última pergunta. Ela é que pode ser seu caminho. Você fazendo o que gosta, o que sabe fazer melhor, o que lhe dá prazer, Você fará com alegria e muito amor. Tudo o mais virá de roldão. Eu disse, tudo o mais. Acredite, tenha fé!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Educar os Filhos Sem Agressões






Manutenção da Autoridade




De acordo com especialistas em educação infantil, não é necessário agredir a criança para impor limites. Educar um filho é um processo de imposição de regras que devem ser feitas de maneira correta, para construir o caráter dos jovens. Muitos pais demonstram receio de serem severos demais, e perderem o amor dos filhos, quando isso acontece a criança tende a crescer sem limites, gerando problemas, quando o filho chegar a maturidade.
No entanto criar regrar educacionais, não é o mesmo que impor vontades aos filhos. Alguns psicólogos revelam que a primeira referência de autoridade, que a criança tem são os pais, porém quando eles crescem e ficam independentes, costumam questionar as leis sociais e as regras dos pais.Nessa ocasião,os responsáveis devem mostrar que a autoridade parental não é arbitrária, ou seja, que independe de regra ou lei.
É importante que os pais não fiquem justificando seus atos para os filhos, principalmente quando negam alguma coisa para eles, pois desde a infância, a pessoa deve aprender que a sociedade em que se vive é feita de limites, e os pais não devem se sentir culpados em dizer não aos filhos, pois educar é ensiná-los as regras e normas, que mais tarde encontrarão na sociedade.




Diferença entre Autoritarismo e Autoridade




Apesar de muitos acharem que se trata da mesma coisa, o conceito das duas palavras são bem diferentes. Na autoridade, utiliza-se regras que são necessárias para que as pessoas convivam bem, já no autoritarismo, há a utilização excessiva do poder, de imposições de vontades dos pais. Os especialistas orientam que aos pais que, a autoridade é ter o poder de decidir pelos filhos, no entanto, quando essa decisão é imposta tem-se o autoritarismo. Os filhos devem saber que possuem autonomia para escolherem o que quiserem, mas os pais podem ou não realizarem seu desejo.



È Possivel Educar Sem Bater

Um recente projeto de Lei do Governo Federal prevê que pais que apliquem castigos corporais nos filhos sejam punidos. Essa Lei serviu de discussões para vários profissionais da área educacional, no entanto alguns são categóricos em dizer que para educar não é necessário bater na criança. Existem métodos para disciplinar que ensinam o que é certo ou errado, por isso, pais que agridem seus filhos, não conseguiram se impor e perderam a paciência.O que deve haver é uma conscientização de disciplina, para que os responsáveis eduquem seus filhos sem agressões. Para alguns psicólogos, o uso do castigo pode ser utilizado pelos pais, quando os filhos não cumprem as regras domésticas, porém ele deve ser algo que a criança consiga cumprir, não pode ser algo drástico ou muito difícil de realizar, pois não vai adiantar se os pais ameaçarem e no final, não terem coragem de aplicá-lo, e principalmente não devem impor castigos que levem medo à criança, pois isso pode causar traumas futuros.


Como Recuperar a Autoridades Perdida


Segundo especialistas, sempre é tempo dos pais recuperarem a autoridade perdida com os filhos. Para isso eles tem de ter confiança em si próprios, para só depois resgatarem a autoridade na casa, pois se conseguirem isso, irão passar confiança aos filhos, e a educação tenderá a ser mais satisfatória.













No entanto, em casos mais graves, quando as crianças já não atendem, mesmo após essa mudança de comportamento dos responsáveis, o ideal é procurar uma terapia familiar, para que a dinâmica dos parentes possa ser avaliada, pois normalmente quem está dentro do problema, não consegue visualizar uma solução.













Educadores informam que, o mais importante é os pais terem a consciência, de que possuem a autoridade e que educar é uma grande responsabilidade, assumindo um papel de educadores, posicionando-se com firmeza, no entanto, nunca deixando de reverem suas posturas, e modificarem o que estiver errado na educação dos filhos.

domingo, 28 de novembro de 2010



Sabrina!


O sucesso é daqueles que batalham, e com toda certeza você é uma das merecedoras desse sucesso. Parabéns pela formatura!Que a alegria da formatura hoje,fique para sempre em você, para que a felicidade também contagiem aqueles que da sua profissão se beneficiarem.meus parabéns!
Pessoas grandes são aquelas que lutam por ideais,e hoje nesta formatura você prova ser parte dessas pessoas.
Parabéns pela formatura!A sua conquista vai impulsionar outras buscas e abrir novos horizontes,sempre apontando para um futuro muito luminoso.
Parabéns e muito sucesso!Por acreditar que este dia chegaria,você se esforçou e buscou a cada dia o seu sonho.
Merecidamente venceu, e hoje os aplausos são todos para você!Parabéns, Formando!Os que você alcançou hoje é uma pequena parte do que você ainda pode conquistar com o seu talento.Parabéns!O talento,a força de vontade e a persistência trouxeram você até aqui.Parabéns!Esperamos que esta vitória seja o início de muitas outras conquistas.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ANA AMÉLIA LEMOS



Natural de Lagoa Vermelha, Ana Amélia concluiu o ensino médio, mudou–se para Porto Alegre pensando em cursar a faculdade de Serviço Social, mas acabou optando pela Comunicação Social, na área de Jornalismo. Recorreu a uma bolsa de estudos e foi beneficiada pela Assembléia Legislativa do RS. Durante sua permanência na faculdade, iniciada no ano de 1967 e concluída em 1970, Ana Amélia conheceu e se tornou amiga dos jornalistas que, segundo ela, eram os cobras da época; Flávio Alcaraz Gomes, Jaime Copstein. Estes jornalistas deram a primeira oportunidade profissional a Ana Amélia. Começou a trabalhar na rádio Guaíba produzindo o programa Repórter da História.
Depois que saiu da rádio Guaíba, em 1970, no ano da sua formatura, foi convidada para trabalhar no Jornal do Comércio. Havia duas vagas, uma para ser colunista social, e uma para ser repórter de economia. Ana Amélia não teve dúvida, escolheu a área de economia.
Para aumentar o orçamento, iniciou sua carreira na televisão em 1973, no Programa Câmera 10 na TV Difusora. Mantinha, também, um programa na rádio Difusora. Na mesma época trabalhou na sucursal do jornal carioca Correio da Manhã. Logo após, foi convidada para ser correspondente da revista Visão em Porto Alegre.Em 1977, como repórter da Difusora, participou de uma entrevista coletiva com o então Ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen. Nesse dia, encontrou-se com o Governador em um almoço na Federasul, compromisso para o qual o Ministro veio ao Rio Grande. Para sua surpresa, Sinval Guazelli já estava sabendo de seu bom desempenho durante a coletiva, agendando, na hora, a entrevista que Ana Amélia vinha tentando marcar sem sucesso há várias semanas.
Nesta coletiva estava presente o presidente do grupo RBS, Maurício Sirotsky Sobrinho. Ele gostou muito da atuação dela, convidando-a para integrar a equipe de jornalismo da empresa. Iniciou um programa na TV Gaúcha, hoje RBS TV, e também, uma coluna no jornal Zero Hora. Tanto na TV como no jornal o título era Panorama Econômico. Neste período ganhou espaços na rádio Atlântida. Na época era conhecida como a moça da soja.
Ana Amélia conquistou o reconhecimento e é considerada uma das jornalistas mais importantes do grupo, atuando também como diretora da RBS em Brasília, possuindo uma coluna diária no Jornal Zero Hora, e participando ao vivo dos telejornais Bom Dia RS e Bom Dia SC e na Rádio Gaúcha.

Prefeito de São Gabriel abre voto para Ana Amélia

O prefeito de São Gabriel, Rossano Dotto Gonçalves (PDT), confirmou o voto na disputa ao Senado para a candidata progressista, Ana Amélia. O pedetista participou de almoço realizado neste sábado (25), no CTG Querência Xucra, e que reuniu ainda candidatos do PP e PPS à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa. Antes do encontro político, Ana Amélia foi recepcionada por centenas de correligionários na entrada da cidade e caminhou até o CTG. Pois estava presente neste encontro caloroso da Canditada já eleita a senado com a vontade do nosso pai celestial.

Jovens não gostam de política, será?


Jovem que gosta de política hoje em dia é coisa rara. Apesar das desilusões com candidatos e partidos, o país vai às urnas em outubro e 13 milhões dos eleitores têm entre 16 e 20 anos de idade.A principal razão que afasta os jovens da política é o modo arcaico como ela é abordada. Os poderosos falam e escrevem para um circuito muito restrito de ouvintes e leitores e conseqüentemente geram um desinteresse muito grande por parte dos jovens. Dessa forma é a política que acaba abandonando os jovens e não vice-versa.Os jovens brasileiros, segundo a UNICEF, consideram os partidos políticos importantes, mas preferem não participar de uma legenda por não gostarem de política e por acharem que não possuem amadurecimento. Com isso somente uma minoria vota e faz campanha para o candidato de sua preferência. Nesse cenário o país perde uma militância jovem para grupos religiosos, associações esportivas e grupos artísticos. Já O partido Progressista de São Francisco de Assis, cada vez mais tem a força do jovens, pois, acreditam inteiramente no trabalho desenvolvido pela juventude Assisense.A participação dos jovens na política nacional e municipal restringe-se hoje aos livros de história. Mas nem sempre foi e é assim. A última grande participação dos jovens na política foi em 1992 , quando eles ajudaram no impeachment do ex-presidente Fernando Collor que hoje apóia a candidatura da candidata do PT. A ocupação de cargos eletivos por jovens ainda é pequena. Dos quase 700 deputados federais, por exemplo, apenas uma pequena parte tem menos de 30 anos. As estatísticas são desfavoráveis, mas a melhora surgirá quando a juventude passar a ter uma visão crítica e aprender a importância da política, assim Como a Juventude Progressista de São Francisco de Assis.Essa situação está intimamente ligada à renda e o grau de educação dos jovens. Quanto maior a renda do jovem, maior seu grau de participação em organizações sociais. A grande ligação para que o jovem possa participar mais da vida política e da sociedade é a educação. O jovem pobre tem uma grande dificuldade de acesso à educação e não tem estímulo. Já o jovem com renda familiar melhor tem condição de ir a uma escola particular e lá tem mais acesso à informação e mais estímulo para participar da vida política do país.O desencanto com a política não pode limitar a participação dos jovens. Não basta apoiar ou ser apoiado numa eleição, o jovem tem que tornar-se um cidadão politizado para poder reinvidicar, sugerir, opinar etc. Educando nossa juventude para a política, no futuro não precisaremos combater os homens eleitos.Chega de tantos políticos experientes, experientes no roubo, na corrupção, nos esquemas, safadezas. Esse tipo de experiência não nos interessa, devemos escolher os Candidatos do Partido Progressista pois são eles que trabalham, buscam a melhoria da população, não cobram propina etc. Vamos observar em outubro nossa juventude, vamos escutá-los e quem sabe aumentarmos a participação dessa classe na política nacional e futuramente Municipal, pois hoje não precisamos somente de jovens na idade e sim jovens de espirito.
No dia 03 de outubro de 2010, das 008h00min até as 17h00min vão até a sua seção eleitoral e votem para os candidatos do Partido Progressista Gaúcho. Pois Só assim teremos um pais e estado melhor.

domingo, 19 de setembro de 2010

O que é ser gaúcho?


Um sujeito de bota, bombacha, lenço e chapéu, tomando chimarrão enquanto assa o churrasco. Outro todo de branco, colares em volta do pescoço, batucando numa caixa de fósforos. Qual deles é gaúcho? A resposta pode não ser tão óbvia quanto parece.Quem chega em Porto Alegre pela BR 116 encontra, na entrada norte da cidade, uma estátua de bronze com 6,55 metros de altura e 3,8 toneladas. Trata-se do Monumento ao Laçador, escultura representando um gaúcho típico segurando um laço e olhando para o horizonte. O modelo para a estátua, construída em 1958 e considerada símbolo de Porto Alegre, foi o tradicionalista Paixão Côrtes. Junto com mais sete colegas do Grêmio Estudantil do Colégio Júlio de Castilhos, Côrtes fundou, em 1948, na capital do estado, o 35 CTG (Centro de Tradição Gaúcha), um dos marcos do início do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG - http://www.mtg.org.br/), que sistematizou os elementos de uma cultura sul-rio-grandense.Em mais de meio século de existência, o MTG não só se consolidou, como se expandiu para outras regiões. Hoje existe uma Confederação Brasileira de Tradição Gaúcha, congregando entidades de estados do Sudeste e do Centro-Oeste. O MTG também já se faz presente em outros países (há uma Confederação Norte-Americana da Tradição Gaúcha) e continentes. Portanto, ser gaúcho não é mais sinônimo de ser sul-rio-grandense."Os gaúchos inventaram uma rede de CTGs como máquina poderosa para a replicação de seu código 'tradicionalista' e seu peculiar 'modo de vida'. Não há nada parecido, nem tão eficaz, em outros movimentos culturais brasileiros. Não há, por exemplo, um CTC, Centro de Tradições Cariocas, ou Cearenses". Essa foi a conclusão de Hermano Vianna, doutor em Antropologia Social pelo Museu Nacional/UFRJ, ao detectar um grupo tradicionalista na divisa entre Minas Gerais e Bahia. "Em muitas cidades brasileiras, para muitos jovens, ser gaúcho se tornou uma 'opção identitária' tão válida, tão 'reconfortante' e tão divertida quanto ser punk ou ser surfista", afirma.Para Ada Cristina da Silveira, doutora em Jornalismo pela Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha) e autora do livro "O espírito de cavalaria e as suas representações midiáticas", essa identificação de etnias diversas com o gauchismo se dá através dos valores pregados por ele, como a auto-afirmação e a busca da luta, do enfrentamento e da coragem. A origem desses valores estaria na história de combates do Rio Grande do Sul, principalmente na Revolução Farroupilha (1835-1845). Essa mitificação do gaúcho guerreiro é criticada pelo sociólogo Cristóvão Feil, em artigo intitulado "A Disneylândia de bombachas". Segundo ele, durante a Revolução Federalista (1893-95), foram mortas mais de 10 mil pessoas, "entre civis e militares de ocasião, numa Província que contava com 1 milhão de almas, onde a degola de prisioneiros era prática comum em ambos os lados - liberais e republicanos". Feil explica que há uma idealização do passado por parte do tradicionalismo e que "os primeiros esboços desse constructo mental que procura representar o tipo ideal dos indivíduos nascidos na região meridional do Brasil foram dados por jovens líderes políticos republicanos, ainda no final do século XIX, todos seguidores do positivismo de Auguste Comte". Mais do que isso"A identidade que o senso comum registra do gaúcho é uma das tantas tradições inventadas pelo mundo afora", afirma Feil, que argumenta: "a cultura do Rio Grande do Sul é muito mais rica do que o estereótipo do tradicionalismo fetichizado. O tradicionalismo crioulo é excludente e autoritário, sufoca todas as outras manifestações de um Estado múltiplo, colorido de etnias, artes, linguagens e imaginários".As causas dessa homogeneização da cultura sul-rio-grandense estariam na origem do movimento tradicionalista (expressão paradoxal, para Feil, já que "tradicionalismo" evoca algo fixo no tempo, portanto não há movimento). Paixão Côrtes e os demais fundadores do 35 CTG eram representantes da classe média urbana e filhos de fazendeiros latifundiários (herdeiros, portanto, dessa visão de mundo) "reivindicando uma mitologia do mundo rural". Em função disso, italianos, alemães, judeus, poloneses, índios e negros, dentre outras etnias que compõem a população sul-rio-grandense, ficaram de fora da construção dessa representação. "O tradicionalismo propugna um determinado conjunto de valores que nem todas as facções da sociedade concordam", aponta Ada. Mas por que esse sucesso na construção da imagem do gaúcho típico? A resposta estaria no funcionamento da indústria cultural. "O estereótipo é um elemento extremamente conveniente, porque é de fácil assimilação", explica."Quem determina o que há de gaúcho numa roupa, numa dança? Quem diz o que é gaúcho e o que não é? A Carta [de Princípios] do MTG? Os manuais de Paixão Côrtes?" Essas questões, levantadas por Hermano Vianna, são o resumo da discussão sobre a autenticidade do tradicionalismo. E mostram que saber quem é ou não gaúcho não é assim tão fácil.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Como Educar nos dias de hoje?


Educar é um assunto corrente em consultório de psicologia. A necessidade de colocar limites é sempre muito questionada, tanto pelos filhos como entre os novos e dedicados pais. Muitas pessoas viveram em sua própria educação a experiência de duros limites, constituídos em regras e proibições. Autoridade era misturada com Autoritarismo, a sabedoria da maturidade era confundida com verdade absoluta. Exigia-se da criança, do adolescente e mesmo dos adultos, total submissão e resignação; ser uma criança boazinha era sinônimo de atender as regras, jamais ser espontânea e nunca criar ou questionar algo; a liberdade em expressar suas idéias e pontos de vista confundia-se com enfrentamento e desrespeito aos mais velhos.
É claro que esse modelo de educação trouxe muitos problemas e resultou em muitos adultos inseguros e até mesmo revoltados. Neste quadro surge uma postura defendida pelos psicólogos e estudantes do comportamento humano que talvez não tenha sido suficientemente entendida. A proposta era possibilitar a livre expressão dos potenciais e da espontaneidade infantil, como até hoje defendemos. Respeitar a criança em seus desejos e necessidades esperadas para a idade, por exemplo, a curiosidade perante o novo, a inesgotável energia de vida, sua necessidade de brindar para entender o mundo e etc... Mas para alguns pais essa proposta foi confundida com a total permissividade, a educação do tudo pode, perdendo o entendimento da palavra não, do limite e do respeito. Nascemos totalmente espontâneos e criativos e com o decorrer do desenvolvimento através da educação aprendemos como usar nossos potenciais adequadamente, ou seja, respeitando as regras para viver socialmente. É também neste processo que aprendemos a acreditar ou não nesses potenciais. Nossas atitudes e comportamentos são o tempo todo avaliados e confirmados ou não, pelas pessoas com quem nos relacionamos e principalmente pelos nossos pais. É desta aprovação que surge a sensação de segurança interna que todos possuímos em maior ou menor quantidade, e também nossa auto-estima. É claro que para os pais não é uma tarefa fácil, pois implica em ter uma noção clara do que é ser adequado, o que depende de sua maturidade emocional.Há poucos anos atrás questionar uma ordem paterna, por mais absurda que ela fosse era praticamente um crime, castigável sem sombra de dúvida, com diversas formas de agressão tanto físicas como emocionais. Hoje em dia o questionamento já começa a ser entendido como algo positivo, pois ao trazer questionamentos novos a questões antigas aumentam-se as possibilidades de criar e descobrem-se novas formas de existir. O conhecimento deixa de ser percebido como uma conserva cultural e passa a ser percebido como algo dinâmico e em constante transformação e renovação.

Mas como oferecer liberdade sem tornar a sociedade um caos?

Introduzindo as noções de responsabilidade e respeito. Quando falamos em liberdade, falamos em respeito ao outro e em respeito a si mesmo, caso contrário estamos falando em invasão, e em desrespeito. Para convivermos em sociedade precisamos de algo que nos auxilie a lidar com as diferenças entre as pessoas, suas particularidades na sua forma de existir e de entender o mundo, pois apesar de sermos todos humanos, e similares em nossas necessidades, a forma de expressar nossos desejos difere de um para o outro, pois se relaciona ao grau de maturidade de cada um.É como se todos nós usássemos óculos relacionais, onde as lentes são forjadas durante a aprendizagem emocional, por crenças, valores e pontos de vista. Isto se explica por termos potenciais inatos que são influenciados pelo meio social em qual nos desenvolvemos. Esta delicada alquimia é responsável pelos diferentes tipos de pessoas em que nos tornamos. Portanto para vivermos socialmente necessitamos de alguns parâmetros, que se traduzem nas noções de ética, cidadania, gratidão e senso moral. Desta forma, quando pensamos em educar, precisamos checar dentro de nós como nos posicionamos em relação a isto e como esses parâmetros estão sendo exercitados nas relações que desenvolvemos. A educação se constitui basicamente em aquilo que dizemos, confrontados pelo que fazemos. Ou seja, se pregamos o respeito mútuo e a honestidade, mas no dia-a-dia, valorizamos o esperto, aquele que sempre se dá bem, estamos sendo incoerentes e certamente essa incoerência fará parte de nosso rol de ensinamentos, seja de forma consciente ou inconsciente. O catalisador necessário ao processo de educação é o amor. Este gera a segurança interna, a confiança e a respeitabilidade, ingredientes indispensáveis para que a relação de intimidade necessária num processo de educação possa se estabelecer. Educar implica em intimidade, e você só ensina algo se é autorizado pelo outro, com esta autorização que se dá pela confiança que nasce nas relações onde o amor e a amizade são as palavras de ordem. Muitos pais se referem frequentemente às dificuldades em colocar limites, confusos entre cercear demais ou de menos. Esta dificuldade nasce de uma forma de entender o amor muitas vezes equivocada, onde se confunde limite com abandono e desamor, e consequentemente amar torna-se sinônimo de total permissividade, com a antítese do nada pode passando a ser o pode-se tudo. Colocar limites é ensinar que existe a frustração, que apesar de desagradável, faz parte do mudo real, ao vivo e a cores. O limite nos ajuda a perceber quem somos, o respeito nos ensina que temos limites e aumenta nossa consciência pessoal, e a responsabilidade nos ensina que tudo tem seu preço, pois estamos sempre em relações de troca, colhendo aquilo que semeamos. Oferecendo amor certamente colheremos alegria e felicidade. Para exercer o papel de educador, precisamos reavaliar o entendimento do "não", para esta importante palavra não se transformar numa forma de tirania e sim uma forma de proteção, exercício do amor e respeito a quem amamos.




Dez leis para você superar os obstáculos na vida.

Alguns ensinamentos apresentados identifica e mostra ; "Ver o mundo como um reflexo do que somos"

Apenas relembrando: "A nossa vida e correria do dia-a-dia , não é fácil para ninguém", mas devemos dar valor para as pequenas coisas que passam desapercebidas por todos nós e possuir um auto controle em deteminadas situações.Caso contrário ficaremos mais estressados, que não irá resolver absolutamernte em nada, pelo contrário só irá piorar os problemas, causando à todos nós diversas doenças.Um dos principais estudiosos da cabalá no Brasil, o carioca Ian Mecler lança seu quarto livro. "As Dez Leis da Realização - Um chamado para a vida", publicado pela editora Record.
Na verdade, a publicação reúne ensinamentos que não estão restritos apenas à cabalá. "Esse tem uma proposta totalmente diferente, porque concentra princípios universais, de grande simplicidade, mas que uma vez colocados em prática, trazem grandes bençãos para a nossa vida", disse Ian, que também é estudioso de ciência da informação, astrologia e de artes marciais.
Os demais livros do autor são "A Cabala e a Arte de Ser Feliz", "O Poder de Realização da Cabala", e "A Força - O Poder dos Anjos da Cabala". Ian é conhecido por traduzir os conceitos da sabedoria milenar de maneira direta e leve. "As palavras só provocam um efeito de transformação quando atingem o coração do leitor", afirmou.
Kabbalah é uma palavra em hebraico que significa recepção, e a filosofia também é conhecida como misticismo judeu. Isso porque grandes mestres da cabala foram judeus, mas não é uma religião nem está direcionada apenas a um grupo. "É um caminho muito completo, que envolve estudo, meditação, oração e ação. As pessoas que realmente se envolvem com cabalá resgatam o melhor que têm dentro de si", disse o autor.
A Cabalá ensina que a fim de podermos reclamar as dádivas para as quais fomos criados para receber, primeiro temos que merecer essas dádivas. "As Dez Leis da Realização" tem em comum com as demais obras do autor a sugestão de prática dos ensinamentos propostos. "Reuni de forma bem sintética aquilo que tem real efeito prático em nossa vida e, de fato, cada uma dessas 10 leis, quando aplicada, traz grandes bênçãos para nossa vida", disse Ian, que aponta que a principal lição a ser aprendida são os valores dos obstáculos.
"O que acontece é que, no dia a dia, nos esquecemos facilmente de aspectos fundamentais para uma existência feliz, como ajudar ao próximo, apreciar as coisas simples da vida, deixando um pouco de lado as expectativas com o futuro e aproveitando o que o presente pode nos dar", afirmou.
Apesar de serem numeradas, não é preciso segui-las na ordem. "Quando você se sentir um pouco para baixo, abra uma pagina qualquer do livro e leia. Um novo entusiasmo diante da vida surge imediatamente", disse. "A última delas é uma 'oração da realização', que eu sugiro as pessoas que leiam todos os dias. Ela desativa por completo o medo", afirmou.



Veja quais são as 10 leis propostas por Ian Mecler:



1) Compartilhar, por meio de pequenos gestos. "Olhar com mais atenção aqueles que nos cercam já é um ótimo começo para quem quer compartilhar mais".

2)Paciência, que precisa ser cultivada a cada dia.

3) Capacidade de enfrentar obstáculos.

4)Ver o mundo como um reflexo do que somos.

5)Todos os problemas da humanidade ? doenças, insegurança material e emocional ? podem ser vencidos se estabelecermos um foco.

6) Aprendizado para se tomar uma decisão satisfatória, entre tantas possibilidades de escolha.

7)Sair do plano das ideias e começar a agir.

8)Desfrutar da alegria das coisas mais simples e viver o aqui e agora.

9)Ter determinação, essencial para conquista de nossos sonhos.

10) Cuidar com dedicação do que é realmente essencial.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Suplica de um Bebê

Carta de um Bebe

Hoje postarei alguns vídeos que fizeram refletir, sobre a dura realidade em que a gente futuros profissionais da comunicação Jornalística vai enfrentar por esse mundo, com grandes diferenças de classes sociais.

Milagre da Vida - Cristina Mel

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Motivação e Desenvolvimento pessoal










Faça do dia de hoje o melhor dia da sua vida!




Que tal fazer do dia de hoje o melhor dia da sua vida? Parece-lhe bem? Deixo-lhe então de seguida algumas dicas para fazer do dia de hoje o melhor dia da sua vida.
Tem de seguir as ideias ponto por ponto? De modo algum. Encontre os seus próprios métodos, ou escolha apenas alguns destes pontos. O essencial é que dê alguns passos para que este seja o melhor dia da sua vida de sempre.
1: Viva o presente:
Em vez de andar com o pensamento em acções passadas, tente concentrar-se no agora, foque-se no presente, naquilo que está a fazer neste momento e nas pessoas que estão consigo. Não podemos mudar o passado e ficar obcecados com o que já passou, não vai ajudar em nada do que nos está a acontecer no presente. O futuro é uma incógnita, por isso ficar preocupado com o que virá também não muda o presente. Por isso tente focar-se no presente… se alguma coisa o está a incomodar passe à acção… mas mantenha-se sempre focado no momento que está a viver, e viva como se fosse a única coisa que existisse, porque de facto é mesmo.
2: Faça menos:
Tem uma agenda cheia hoje ? Corte-a a meio. Você não precisa fazer hoje tudo o que tem nessa lista. Tente mudar algumas dessas coisas para a semana que vem. Faça menos, foque-se apenas nas coisas mais importantes, irá ter menos stress. Se dividir a lista em 2 e fizer apenas metade, irá ter um dia bem mais descansado. Poderá não ser o melhor dia da sua vida, mas será de facto um bom dia.
3: Complete uma tarefa que seja realmente importante:
Tal como eu disse no ponto anterior faça menos mas faça o mais importante, quando me refiro às coisas importantes estou-me a referir aquelas coisas que irão ter um grande impacto na sua vida a longo prazo. Não aquelas coisas que têm de ser feitas hoje senão… E porquê ? Porque se você começar a fazer algo importante, algo que o ajudará a longo prazo, mesmo que seja apenas um pequeno passo para uma realização importante para si, você vai sentir-se fantástico! Vai sentir-se realizado. E isso faz de qualquer dia um melhor dia.
4: Faça um resumo da sua “vida perfeita”:
Como é que seria a sua vida se não existissem nenhumas restrições? Eu não estou a falar de viver numa mansão ter uma colecção de aviões a jacto, mas sim aquilo que realmente o faria feliz. Uma boa forma de o fazer é: seleccionar as 4-5 coisas mais importantes na sua vida, depois constrói a sua vida perfeita em redor dessas coisas, eliminando a maioria de descanso possível. Faça um resumo da sua vida perfeita, depois planei os primeiros passos que necessita dar para a alcançar. Agora programe esses primeiros passos para a próxima semana, incluindo um primeiro passo que deverá dar ainda hoje. Vai ver que se vai sentir fantástico por começar a agir de forma a alcançar a vida que sempre desejou.



5: Mantenha as coisas arrumadas:
Ainda que seja somente um pequeno de espaço, uma gaveta ou uma prateleira, organizar uma área da sua vida pode ter um efeito maravilhoso na sua disposição e nível de felicidade. Eu sei que a mim me dá um empurrão para ter um dia fantástico. Quando coisas começam a ficar desarrumadas, dedico alguns minutos a arrumar. Arrumar a sua secretária pode ser uma fantástica forma de começar.
6: Desenferruje as pernas:
Eu ia escrever “exercite-se” mas acredito que iria deixar vários leitores amedrontados que iriam passar ao próximo sem dar uma vista de olhos. Portanto em vez disso, vá somente dar uma passeata a pé. Esse movimento, e o ar livre, terá um grande efeito no seu dia. Mas melhor ainda: dedique alguns minutos e aprecie a natureza. Aclare a sua cabeça. Acalme-se durante a altura mais ocupado do seu dia. Pense para si: “Que sorte eu tenho em estar vivo! Como é maravilhoso o mundo que me rodeia! São imensas as oportunidades e possibilidades que estão à minha espera!”
7: Mantenha-se focado em apenas 3 projectos:
Escolha apenas três dos seus projectos mais importantes, e foque-se exclusivamente nesses. Concentre-se na sua conclusão, a ponto de excluir todos os outros projectos. Faça isso hoje. Você ficará surpreendido com a eficácia deste conselho. Eu só recentemente comecei a agir dessa maneira, mas tenho melhorado drasticamente a minha produtividade que sinto como se tivesse estado parado entes de agir assim. Faz com que eu sinta que estou realmente a progredir!
8: Ouça boa musica:
A música tem um efeito incrível na minha disposição, basta ligar o radio do carro, leitor de mp3 ou meter uma musiquinha no computador para alterar o meu humor. Claro que os meus gostos musicais não serão iguais aos seus, mas tente optar por música suave e relaxante, lembre-se que o mesmo se passa ao contrário, se optar por música deprimente com uma letra “suicida” e negativa é normal que se comece a sentir deprimido e mal com a vida. Por isso mesmo tenha algum cuidado com a música que escolhe.
9: Assista ao por ou nascer do sol:
Já experimentei? Sim, definitivamente. Funciona? Sim, definitivamente. É para mim uma das mais fantásticas formas de iniciar ou finalizar o dia. Principalmente quando estou num daqueles dias em que consigo acordar a cedo, vestir o fato de treino e juntar uma corridinha ao nascer do sol, sinto como se um jacto de energia percorresse o meu corpo. É fantástico para carregar as pilhas para um dia preenchido. Ao fim do dia ver o por do sol na praia juntamente com a pessoa que amo é também bastante reconfortante e acolhedor.
10: Passe algum tempo com a pessoa amada:
Outra coisa óbvia, talvez, mas não há nada melhor. Mesmo que seja solteiro ou que não tenha companheira existirá sempre alguém na sua vida pela qual tem uma estima especial… faça um intervalo no seu dia e vá passar algum tempo com essa pessoa… não é passarem algum tempo a ver TV juntos, mas realmente estar com ela, conversar, interagir. Funciona.
Tem alguma fórmula que utiliza para tornar o seu dia fantástico? Que conselhos daria para tornar este o melhor dia da sua vida? Compartilhe connosco nos comentários.
Um grande abraço.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

TEMPO DE APROVEITAR





QUERIDA NETA


Feliz aniversário neta querida e que esses seus 15 anos de vida sejam marcados de uma maneira muito especial em sua lembrança, que a alegria mágica deste dia possa durar por todos os anos que você conquistar com fé, sabedoria e muita saúde. Parabéns minha doce menina, que a sua juventude dourada seja registrada sempre com muita alegria. Sendo sua avó e tendo presenciado seus primeiros momentos de vida, tenho grande responsabilidade em te ver sempre feliz, conquistando seus sonhos e ideais. A vida é um milagre concebido a nós para que tratemos com respeito e muita dignidade e por isso deve ser agradecida todos os dias, muito mais no dia do aniversário onde encerramos um ano e damos início a outro com mais esperança, com mais maturidade e mais perseverança. Cuide sempre de você para que seu corpo mantenha-se em harmonia com a mente e também com o coração, pois assim até os problemas se tornarão mais fáceis de serem resolvidos. Seja feliz minha neta nos seus 15 anos e conte comigo sempre em sua vida. Parabéns


Assina: Vó Cristina Krause

SEUS 15 ANOS...






MINHA IRMÃ




É uma alegria enorme para todos que te cercam te ver completar 15 anos e principalmente para mim que sou sua irmã. Às vezes queremos que as palavras sejam as condutoras da linguagem do coração, porque quando amamos uma pessoa que significa demais para nós, queremos tudo de melhor no mundo para esta pessoa e você querida irmã, está no seu melhor dia. Um momento de muita magia e muito esplendor, pois ficará marcado para sempre em suas lembranças. Quero que você sinta toda a energia do universo a te guiar e a te orientar para os caminhos da paz, da serenidade e da felicidade. A hora é essa para deixar as brincadeiras de infância e dar continuidade a sua agenda cheia de fotos e datas importantes para você, ela será um guia para que você dê a importância necessária para tudo que te acontecer. É guardando as fotos e os poemas de amor que você irá se preparar para enfrentar o mundo e vencer grandes desafios e emoções mais intensas. Parabéns maninha nesta nova caminhada que se inicia nos seus 15 anos.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A FAMILIA E AS DROGAS


TUDO PODE ACONTECER

É muito comum ouvirmos afirmações do tipo: Eu nunca pensei que isso fosse acontecer na minha família!
É claro que ninguém espera, e muito menos deseja, que um membro da família, ou um amigo, venha a se envolver com drogas.
Mas, infelizmente, isto pode acontecer. Principalmente com as proporções epidêmicas que o uso e o abuso das drogas vem atingindo no mundo inteiro, inclusive aqui, perto de nós.
O problema, muitas vezes, começa na própria família, com drogas lícitas como o álcool, o cigarro, os medicamentos e outros produtos, que aparecem entre as principais causas de morte evitáveis.
O combate pode ser feito por várias ações: a repressão ao tráfico, a redução da produção e, principalmente, pela prevenção, reduzindo o consumo e evitando que as pessoas comecem a consumir. É a ação mais eficaz, sem dúvida, e pode ser praticada por todos nós.


COMO AJUDAR OS FILHOS?


Afeto: Manifestações de carinho e amor são sempre bem vindas. Abrace, beije, incentive os filhos, mesmo em público. Fortaleça os vínculos entre os membros da família, incentivando o clima de afetividade, sinceridade e companheirismo entre todos.
Ambiente: Reduza a influência negativa que possa vir de outros grupos. Faça com que o ambiente familiar seja atrativo e aconchegante. Faça com que seu filho se sinta bem em sua própria casa.
Diálogo: Ache tempo para conversas e consultas freqüentes sobre qualquer assunto. Reserve um tempo especial para cada membro da família. Mantenha em casa um clima de diálogo franco e aberto. Converse com seus filhos sobre o consumo de álcool e de outras drogas, mas também sobre demais assuntos que fazem parte de seus interesses.
Exemplo: Álcool e cigarro são drogas lícitas, mas evite consumi-las, se não quiser estimular os filhos a fazer o mesmo. Viva o que você recomenda aos seus filhos. Mesmo que os contestem ou questionem, terão nos pais os melhores exemplos e guias.
Liberdade: Mais autonomia significa maior capacidade de decisão. Incentive a responsabilidade de cada um. Respeite os valores e os sentimentos de seu filho. Evite criticá-lo o tempo todo.
Modelo: Cuide para que a relação com os filhos seja fundamentada na confiança e no respeito. Isso cria um modelo de comportamento para eles. Os jovens precisam de bons modelos.
Ocupação: Encoraje as atividades criativas e saudáveis de seus filhos, ajude-os a lidar com as pessoas de seu meio, motive-os a tomar decisões, ensine-os a assumir responsabilidades e estimule-os a desenvolver valores fortes e o senso crítico diante das mais diferentes situações, inclusive das drogas.
Participação: Tome decisões em conjunto, assim todos percebem que suas opiniões e pontos de vista são respeitados.
Presença: Reforce as relações familiares, participe mais das atividades dos filhos. Cresça com seus filhos.
Prevenção: Explique sempre aos filhos quais são os riscos do uso de drogas. Ensine-os a não experimentá-las.
Princípios: Evidencie os princípios espirituais, em contraposição aos valores materiais.
Regras claras: Imponha limites. Quando fizer alguma proibição, não deixe dúvida sobre suas razões. O amor de pai e de mãe precisa ser exigente. Esse amor acompanha, coloca limites, exige comportamentos, orienta respostas, deixa as regras claras e alerta para os sinais de fraqueza. Confie em seus filhos.

EDUCANDO COM VALORES



A educação dos filhos é uma das tarefas mais importantes que podemos realizar, mas é também aquela para a qual menos nos preparamos. Quase todos aprendemos a ser pais seguindo o exemplo que nos deram nossos próprios pais.
Hoje em dia, a extensão do uso do álcool e de outras drogas a nossos filhos, famílias e comunidades tem uma força que era desconhecida até 30 ou 40 anos. Sinceramente, somos muitos os que necessitamos de ajuda para enfrentarmos esta temível ameaça à saúde e ao bem estar de nossos filhos. Por sorte, também temos mais informações sobre o que funciona para prevenir que estes usem drogas.
Como pais, podemos utilizar este progresso em benefício de nossa família.

ENSINANDO PRINCÍPIOS UNIVERSAIS


Cada família tem suas expectativas de conduta que vêm determinadas pelos princípios. Com muita freqüência são estes princípios que ajudam nossos filhos a decidir que não tomarão álcool nem outras drogas.
Os princípios sociais, familiares e religiosos são os que dão aos jovens os motivos para dizer “não” e os que os ajudam a manter sua decisão.
Provavelmente, você já sabia disto e, certamente, já o havia posto em prática em sua casa. Mas não será demais examinar nossas ações como pais. Algumas maneiras que ajudam a clarear os princípios familiares:
Comunicar os princípios abertamente. Falar sobre a razão da importância de princípios como a honestidade, a fidelidade, a integridade, a confiança em si mesmo e a responsabilidade, assim como da utilidade que eles tem para ajudar seus filhos a tomar decisões corretas.
Ensine a seus filhos que cada decisão se baseia em uma decisão anterior, tomada quando se está formando o caráter, pelo que uma boa decisão faz com que seja mais fácil tomar a seguinte. Somos o resultado das escolhas que fizemos em nosso passado.
Reconheça como afeta suas ações o desenvolvimento dos princípios de seus filhos. Os filhos copiam a conduta dos pais. Se os pais fumam os filhos tem mais possibilidades de converter-se em fumantes. Trate de avaliar como você usa o fumo, o álcool, os remédios receitados e inclusive os que se compram sem receita. Considere que com suas atitudes e atos pode estar contribuindo à formação da decisão de seus filhos de tomar, ou não, álcool e outras drogas.
Isto não significa que, se você costuma beber um pouco de vinho nas refeições, ou a tomar ocasionalmente uma cerveja, precisa deixar de fazê-lo. Os filhos podem entender e aceitar que haja diferenças entre o que podem fazer os adultos, legal e responsavelmente, e o que se torna apropriado e legal para eles.
Deve manter, no entanto, esta distinção com toda clareza. A este respeito, seus filhos não devem intervir em absoluto: não devem preparar seu copo nem trazer-lhe a cerveja. E por mais inofensivo que pareça, não permita que provem uns goles.
Muitos de nós fazemos algumas coisas sem pensar no que significam. É algo normal. Porém, se queremos transmitir a nossos filhos a mensagem correta, convém que sejamos precavidos ante determinadas condutas.

Controlar criança e adolescentes na internet


Controlar criança e adolescentes na internet – Para solucionar os problemas dos sites visitados por crianças e adolescentes não é só necessário bloquear o acesso a determinados sites ou verificação do histórico do browser, é extremamente importante também conversar com seus filhos sobre o que eles estão acessando, e deve ser feita com naturalidade, não parecendo um interrogatório. Também deve-se definir horários nos quais devem ser seguidos para que eles se conectem a internet. A internet deve ser inserida nas conversas diárias entre pais e filhos.



Se você decidir por monitorar os passos de seus filhos na internet, uma boa dica é conversar sobre isso,e avisá-lo sobre este controle, pois se futuramente ele descobrir, as coisas podem piorar entre vocês. Para controle, os pais deverão criar uma conta com perfil de administrador e uma outra conta padrão (limitada) ,com acesso ao sistema que será usada pela criança que será monitorada.
Um dos programas usados para controle dos pais da criança na internet, se chama Crawler Parental Control, serve para os pais escolherem conteúdos adequados para a idade de seu filho, impedindo assim que ele acesse sites de pornografia, violência, compras ou outros conteúdos inadequados.
Existe uma lista de mais de dois mil sites inadequados, que se você tiver acesso poder monitorar e se necessário bloquear determinados sites e assuntos. O controle de horário também pode ser definido com este programa, assim você poderá definir a hora que seu filho poderá se conectar a internet.
E o principal de tudo é sempre ficar atento ao que seu filho está acessando ou com que pessoas está conversando. A internet traz muitas informações, mas também pode ser uma ferramenta muito perigosa se mal usada.

Preconceito




Uma das principais manifestações de discriminação é o preconceito racial.
Preconceito é uma postura ou idéia pré-concebida, uma atitude de alienação a tudo aquilo que foge dos “padrões” de uma sociedade. As principais formas são: preconceito racial, social e sexual.

O preconceito racial é caracterizado pela convicção da existência de indivíduos com características físicas hereditárias, determinados traços de caráter e inteligência e manifestações culturais superiores a outros pertencentes a etnias diferentes. O preconceito racial, ou racismo, é uma violação aos direitos humanos, visto que fora utilizado para justificar a escravidão, o domínio de alguns povos sobre outros e as atrocidades que ocorreram ao longo da história.

Nas sociedades, o preconceito é desenvolvido a partir da busca, por parte das pessoas preconceituosas, em tentar localizar naquelas vítimas do preconceito o que lhes “faltam” para serem semelhantes à grande maioria. Podemos citar o exemplo da civilização grega, onde o bárbaro (estrangeiro) era o que "transgredia" toda a lei e costumes da época. Atualmente, um exemplo claro de discriminação e preconceito social é a existência de favelas e condomínios fechados tão próximos fisicamente e tão longes socialmente. Outra forma de preconceito muito comum é o sexual, o qual é baseado na discriminação devido à orientação sexual de cada indivíduo.

O preconceito leva à discriminação, à marginalização e à violência, uma vez que é baseado unicamente nas aparências e na empatia

sábado, 21 de agosto de 2010

Atenção...

Durante essa semana vou postar mais um trabalho que foi sucesso neste sábado na UFSM.
Obrigado pelo Apoio.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O que é Comunicação Social?




Comunicação Social é o estudo das causas, funcionamento e conseqüências da relação entre a sociedade e os meios de comunicação de massa – rádio, revista, jornal, televisão, teatro, cinema, propaganda, internet. Engloba os processos de informar, persuadir e entreter as pessoas. Encontra-se presente em praticamente todos os aspectos do mundo contemporâneo, evoluindo aceleradamente, registra e divulga a história e influencia a rotina diária, as relações pessoais e de trabalho.
As opções de estudo universitário na área de Comunicação Social são: Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Radialismo e Televisão, Cinema, Direção Teatral, Produção Editorial, Produção Cultural, Relações Públicas, Design de Moda e Marketing. Além dessas, muitos alunos seguem cursos afins como Desenho Industrial e Arquitetura, exemplo mesmo em nossa turma de mestrado.


Os Desafios Da Comunicação No Serviço Público


Valores como responsabilidade, transparência, credibilidade, ética e profissionalismo foram a tônica do I Congresso Brasileiro de Comunicação no Setor Público, ocorrido na capital paulista nos dias 7 e 8 de agosto último. O evento, promovido pela Mega Brasil Comunicação, destacou-se não apenas pelo pioneirismo como também pelo mérito de valorizar a comunicação social numa época em que o marketing é apresentado como a solução mágica para tudo. O Congresso discutiu temas que servirão de subsídios tanto para as estruturas de comunicação das administrações diretas (secretarias, ministérios, etc.) e indiretas (fundações, autarquias, etc.) quanto para as áreas de transferência de conhecimento e tecnologias de universidades e instituições de pesquisa públicas.


Transparência, credibilidade, responsabilidade...


A transparência é uma característica desta nova fase em que o setor público é mais vigiado e controlado pelo cidadão, o verdadeiro patrão do servidor público, observou a professora Margarida Kunsch, da ECA-USP. Assim, uma nova cultura na área de comunicação deve considerar a cidadania, no sentido de se buscar novas formas de organização do trabalho num Estado democrático, com o objetivo de reduzir as desigualdades sociais (o Estado para todos os cidadãos); a responsabilidade, no sentido de incorporar a noção do interesse público com vistas ao bem comum (vai além da qualidade total); e a responsabilização, no sentido de incorporar a noção de accountability (obrigatoriedade de prestação de contas ao cidadão), o que pressupõe o maior envolvimento dos funcionários na busca da maior eficácia do Estado. Um grande desafio na época presente é conciliar a utilização das novas tecnologias na comunicação com a ética, lembrou o presidente da Radiobrás, Carlos Zarur. A tecnologia deve andar de mãos dadas com a credibilidade, como condição para assegurar a transparência. E credibilidade pressupõe ética na comunicação, ou seja, a preocupação permanente em fornecer a informação correta - a mais completa possível - que atenda aos interesses da maioria da população. Uma mudança fundamental no campo do jornalismo econômico - apontada no evento - é a de que os grandes grupos econômicos, especialmente da área financeira, passaram a preponderar como proprietários da informação, em detrimento das fontes tradicionais. Segundo Beth Costa, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o desafio está em conciliar a utilização das novas tecnologias, como ferramentas para facilitar a difusão de conteúdo, com a circulação de informações que atendam às aspirações da sociedade no seu todo. Costa destaca o papel da comunicação do setor público na democratização das informações e, em particular, cobra do jornalista que atua nessa área a consciência de sua missão de facilitador do acesso a essas informações. O profissional do setor público deve, por exemplo, lutar contra quaisquer tentativas de cercear a divulgação de informações. No Brasil, a sociedade praticamente não dispõe de instrumentos legais para exigir do Estado a livre circulação de informações de interesse geral, observou Beth Costa. O antídoto para isso seria não apenas praticar conceitos como transparência e democracia como também adotar políticas públicas que prevejam o tráfego de informações em mão dupla, ou seja, dos órgãos públicos para a sociedade e vice-versa. Nesse contexto, vale o alerta do veterano jornalista José Hamilton Ribeiro, repórter da Rede Globo de Televisão, de que não há espaço para conciliar militância política com jornalismo nem na grande imprensa nem no serviço público. Caso contrário, o jornalista estará sendo desleal com o seu patrão, seja o dono da empresa seja o povo (no caso do setor público). 'O que não pode é haver jornalista simulante, que finge e apregoa uma isenção que na verdade não tem.' Já os pecados dos assessores de imprensa, inclusive do setor público, foram citados pelo diretor de redação do jornal Correio Brasiliense, Ricardo Noblat. A lista é longa: mentir, enviar releases, anunciar tarde o que poderia ter sido anunciado cedo, telefonar na hora do fechamento da edição, não dar informações por telefone, sonegar informações que poderão ser descobertas, desviar uma apuração que está no rumo certo, só vender notícia cor-de-rosa, aplicar a matéria 171 ('estelionato'), desmentir bobagens, passar por cima do repórter, passar por cima do editor, passar por cima do diretor de redação e não admitir que errou (burrice). Entre os conselhos capitais para o bom relacionamento com a imprensa, Noblat apresenta lista igualmente longa: o cidadão é o senhor absoluto; fatores estratégicos de sucesso são qualidade do conteúdo, credibilidade, organização e rapidez; foco no cliente, ou no foco do cliente (informação customizada, ou seja, oferecer o que cada um precisa); assessoria multimídia; tratar o repórter como amigo (fazer acordos); e dar a cada um o que ele precisa.


O envolvimento do funcionário


A comunicação interna no setor público ajuda a fazer a interação entre serviço público e sociedade, na visão da professora Margarida Kunsch (ECA-USP). Em outras palavras, não se pode trabalhar a comunicação interna desvinculada da realidade, nem muito menos reduzi-la a mídias e fluxos. Considerando que a comunicação é meio de mediação, os comunicadores do setor público devem ser estrategistas, ter visão de mundo. Por isso, a comunicação interna deve começar por promover a interação entre os próprios funcionários do órgão público, no sentido de estimular o convívio nas relações de trabalho, mais do que simplesmente treinar as pessoas para atender bem o cliente. A comunicação deve agregar valor para ajudar a instituição a cumprir a sua missão. Aqui, Kunsch destaca a importância de a comunicação interna fazer parte da comunicação integrada, cuja filosofia deve ser a orientação para a maior harmonia (falar a mesma linguagem), a valorização da profissionalização e o desenvolvimento do trabalho conjunto com a área de recursos humanos, entre outros pontos. Assim, entre os objetivos da comunicação interna, destacam-se os de promover a melhoria das relações de trabalho e buscar o equilíbrio entre fluxos descendentes e ascendentes (valorizar comunicação circular) e a integração com a comunicação externa. Para isso, é preciso priorizar caminhos tais como o rompimento de barreiras culturais (estereótipo do servidor público, culto à burocracia, ingerência política, imediatismo e improvisação, falta de recursos, não profissionalização, corporativismo, etc.), a avaliação e a revisão de paradigmas, a busca da qualidade e da eficácia e a adoção do planejamento estratégico, entre outros. É preciso considerar que o cidadão tem o duplo papel de patrão do servidor público e de cliente do serviço público. Assim, o governo precisa buscar vender bem os serviços prestados, na visão do superintendente de comunicação e marketing da Sabesp, Luiz Carlos Neto Aversa. Dessa maneira, todo funcionário deve ser porta-voz da empresa ou da instituição. Quer dizer, a instituição passa a se comunicar no seu todo e não mais exclusivamente através do seu dirigente. O exemplo da Sabesp mostra que a utilização da intranet como instrumento de gerenciamento e a aculturação da instituição (treinamento intensivo do público interno, sensibilização/conscientização, revisão dos princípios e valores da comunicação da empresa, etc.) devem fazer parte da estratégia para se ter uma política de comunicação, assentada na transparência, na verdade e na responsabilidade, e assim atingir os resultados desejados. Para a Sabesp, por exemplo, o alvo da comunicação são os políticos, o setor financeiro, a população e a imprensa.


Da difusão científica à ação comunicativa


Um projeto de comunicação social está em fase de implantação na Universidade de São Paulo desde março de 2000. Segundo a professora Cremilda Medina, a proposta é uma ultrapassagem da visão difusionista tradicional para a esfera de comunicação social, vista como estratégia central (e não de simples apoio). Trata-se de um projeto que poderia ser adotado por qualquer instituição pública de pesquisa ou de geração de tecnologia. Para Medina, o grande desafio é reverter a visão clássica da difusão do conhecimento especializado para uma ação comunicativa de dupla mão – o signo da relação -, ou seja, da ciência para a sociedade e da sociedade para os cientistas. Trata-se de substituir a divulgação científica clássica por práticas comunicativas, quer dizer, passar do signo da difusão para o signo da comunicação ou substituir difusores/assessores por comunicadores. A inovação fica por conta do surgimento da Coordenadoria de Comunicação Social – da qual Cremilda Medina é a chefe - calcada no projeto histórico de pesquisa da USP na área de comunicação, que reúne várias mídias como Centro de Visitantes Agência de notíciasBanco de Dados, Online, Rádio , TV , Jornal da e Revista . Recentemente, foram incorporadas as áreas de marketing, relações públicas e publicidade com o objetivo de estimular a busca parcerias e recursos fora da Universidade. Segundo Medina, a idéia de transformar a divulgação científica em comunicação social pressupõe o surgimento de 'um mediador-autor, que cria e desenvolve as pautas tanto geradas pelos cientistas como pela demanda social. No lugar da fonte acadêmica que libera informação, o pesquisador que responde também às necessidades pragmáticas, coletadas pelo comunicador na sociedade'. Mas isto pressupõe vencer desafios, que signifiquem ruptura e alteração radical, alerta Medina. Está em jogo a democratização plena das informações (entre elas, o saber científico); a integração e complementaridade das mídias ('relação' como prática permanente); a comunicação sociedade-ciência/reversão do fluxo difusionista (daí a importância da reportagem, do papel do comunicador que leva ao cientista as demandas da sociedade); e novas linguagens: busca da grande narrativa periódica inspirada na arte (comunicador como agente cultural ou artista). Medina, contudo, admite as dificuldades em implantar o projeto. Até hoje, por exemplo, a USP não conseguiu ter uma política geral de comunicação que envolva a questão das assessorias de imprensa das unidades e dos campi. A integração dos assessores à Coordenadoria de Comunicação Social tem sido gradual, uma vez que a integração exige incansável 'trabalho homeopático'.






RELAÇÕES PÚBLICAS E ASSESSORIA DE IMPRENSA

Apesar do crescimento, diria até vertiginoso, das atividades de Relações Públicas no Brasil, ainda é bastante comum o profissional de Relações Públicas ser confundido com a figura do assessor de imprensa. Assim, muita empresa que só faz assessoria de imprensa, leva o nome de agência de Relações Públicas ou coisa parecida.
Vamos, portanto, esclarecer mais uma vez: assessoria de imprensa é uma das atividades desenvolvidas por uma agência ou departamento de Relações Públicas. Relações com a Imprensa é uma das armas de Relações Públicas, mas sozinha não é Relações Públicas; é Jornalismo.
Relações Públicas é um conjunto de atividades desempenhadas em caráter permanente e organizado. Cabe ao profissional de RP ter uma visão ampla de marketing, comunicação, administração, política. Cabe ao profissional de Relações Públicas abrir novas frentes, criar caminhos que ampliem e facilitem o relacionamento entre pessoas, entre empresas e pessoas, entre a opinião pública e o governo. E vice-versa, porque Relações Públicas é a atividade aberta, livre, uma rua de duas mãos, que muito ouve e muito valoriza todas as opiniões contrárias ou favoráveis.
Num momento de dificuldades como o atual, no mundo todo, Relações Públicas deve ser convocada e deve oferecer-se para propor saídas. Colocar numa grande mesa os cientistas, os políticos, os intelectuais, os militares, os lideres religiosos, os juristas, as autênticas lideranças sindicais operárias e patronais, estimular o debate franco e ficar ouvindo. O mundo está, na realidade, a exigir um grande plano de Relações Públicas.
E a imprensa terá, sem dúvida, um papel importante nesse plano. Tudo poderia começar com um "press release", redigido mais ou menos da seguinte forma:
No dia 10 de agosto próximo, em todas as capitais do mundo, vão reunir-se grupos de empresários, cientistas, políticos, religiosos, intelectuais, operários e militares, para início de um debate amplo sobre a situação atual e encontro de soluções práticas.
Assim, seria o primeiro parágrafo do "press release". Depois viriam mais alguns detalhes do assunto. E, no rodapé do "press release", a identificação da fonte. Acho que não haveria jornalista do mundo inteiro que não se colocaria a campo "caçando" a fonte, a fim de obter maiores informações.
Vejam, este é o "press release". E percebam que ele é apenas a ponta de um grande "iceberg", a ponta de um grande programa de Relações Públicas. Pois, para que chegássemos a esta primeira reunião foi necessário todo um planejamento, muito suor, muita decepção, muito diálogo, muita consulta.

"PRESS RELEASE" EXIGE CONHECIMENTO



Agora vamos voltar para a realidade. Vamos ser bastante críticos. Parece que os veículos de comunicação estão cada vez mais combatendo o "press release". Não é verdade: tanto os profissionais de Relações Públicas quanto os jornalistas profissionais não estão aceitando o "press release" vazio, mal feito. Então, a questão é de qualidade, não de conceito do "press release". Parece que é o conceito que está em jogo, porque se fez tanta porcaria neste país – e se continua fazendo – que se tem a impressão de que é o "press release" que está condenado.
Não, na realidade a condenação é à burrice e à picaretagem. A condenação é àquele profissional entre aspas que manda o "press release" e, no dia seguinte, liga para o editor reclamando a não publicação, dá um jeito de falar com um amigo do amigo do editor, e, assim, começa todo um esquema de pressão.
Numa agência ou num departamento de Relações Públicas, o "press release" deve ser redigido por jornalista profissional. E o jornalista deve colocar seu nome e o nome da empresa a que pertence, no rodapé do "press release", para que os editores possam localizar a fonte com bastante facilidade.
E aí partimos para uma conclusão que a experiência nos tem demonstrado: "press release" hoje é matéria-prima e não produto final. É material que vai para a pauta do editor. Assim agem os grandes veículos de divulgação, partindo do "press release" para ampliar a informação e proporcionar mais detalhes a seu público. Raros são os veículos que usam o "press releases" na íntegra. E as empresas devem saber disso; ninguém pode garantir para o empresário que a notícia vai sair publicada do jeitinho que ele aprovou. Não, quando o empresário aprova um texto, deve estar certo de que está desencadeando um processo de informação que poderá ampliar-se e abranger outros setores afins.
Encarando dessa forma, o "press release" é poderoso auxiliar do jornalista. Fornece pistas, abre caminhos, oferece sugestões para assuntos jornalísticos. O "press release" não deve ser publicado por favor, o jornalista é que deve agradecer por tê-lo recebido. Mas, para isso é preciso que o "press release" contenha informações realmente de caráter jornalístico, de interesse público geral ou de um segmento da opinião pública. E, se encarado dessa forma, podemos até dizer que se faz muito pouco "press releases" no Brasil. Nossa imprensa precisa muito mais de "press releases", precisa tomar contato com muito mais coisa que se faz na iniciativa privada e no governo. E, desenvolvida profissionalmente, a atividade de redação de "press release" deverá, sem dúvida, criar um novo e vasto campo de trabalho para jornalistas profissionais.



PRECONCEITO






Como no Brasil a imprensa começou por um ato de generosidade do Rei D. João VI, as atividades governamentais sempre tiveram tratamento prioritário. Os jornalistas sempre tiveram no governo a sua grande fonte de informação. O governo sempre fez uso do "press release", escrito ou verbal, pois não me parece haver muita diferença entre um texto escrito e o encontro diário do porta-voz governamental com os jornalistas. A diferença é que no caso do porta-voz as perguntas podem ser feitas na hora, e no "press release" profissionalmente redigido, elas só podem ser feitas quando o texto for parar na mão do editor. Mas, mesmo no caso de porta-voz, muitas vezes o repórter deixa de fazer as perguntas adequadas e o editor, horas depois, precisa "se virar" para obter respostas a muitas de suas indagações.
Nos "press releases" vazios não há perguntas a serem feitas. E não há cesto de lixo suficiente para receber todos eles...
Mas, voltando ao assunto, o jornalista sempre parece sentir-se mais seguro ouvindo e entrevistando gente do governo. Criou-se um preconceito de que a iniciativa privada é "coisa comercial", que interessa apenas a publicidade dos veículos. Felizmente, já temos alguns veículos de comunicação muito sérios que se dedicam a ouvir também o empresário privado e que não têm vergonha de citar nome de produtos e de empresas em suas matérias.
Se continuarmos ignorando a iniciativa privada, estaremos contrariando os próprios princípios do capitalismo em que vivemos para prestigiarmos o estatismo. Logo o "press releases" é uma abertura para entrada do jornalista na iniciativa privada, para a iniciativa privada começar a ser ouvida. Em tempos de abertura política, portanto, acho que o "press releases" deve ser arma essencial – um canal que abre a iniciativa privada à imprensa e coloca a imprensa diante do empresário.



Uma mensagem final



Como se vê, não existe um único modelo de comunicação para o serviço público. Existem experiências, idéias, planos e intenções. Mas qualquer proposta de comunicação para o serviço público deve considerar algumas condições apresentadas no final do evento pelo antropólogo e professor da Universidade de Indiana (EUA), Roberto Da Matta. Diz ele que é preciso revisar a idéia ingênua de que se pode mudar a sociedade inteira mudando apenas o Estado; não se deve olhar o Estado somente como uma fábrica de leis, mas como um operador concreto de valores sociais que são vivos; e o Estado não deve ser visto como mantenedor de diferenças ou de igualdades. Assim, é preciso transformar tanto o Estado quanto a sociedade.




Mestrandos: Julianne Almeida, Mírian Bandeira, Antônio Pedro de Souza, Maiquel Hennam

Comunicação Pública e Assessoria Política


Diferente da Comunicação Empresarial, a Comunicação Pública e a Assessoria Política têm motivado a publicação de poucos artigos, raras pesquisas e estudos. Esse espaço foi criado para reunir profissionais que atuam nessa área ou tenham interesse no debate relacionado a questões próprias desses segmentos. Informações sobre eventos, cursos, livros, divulgação de cases, artigos e foruns sobre o tema contribuem para a comunidade.


* Em breve terá algo sobre esse trabalho que será defendido hoje á noite.

ÉTICA E TRABALHO NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA




Apesar de todas as tentativas em sentido contrário, realizadas sobretudo a partir da Modernidade, é impossível negar que toda reflexão sobre as relações entre ética e trabalho se assenta, a rigor, sob um paradoxo, estabelecido pela estrita separação entre esses dois domínios. Em virtude dessa necessária, porém abrupta entrada na matéria, temo no entanto que a incompreensão inicial, longe de despertar a curiosidade, suscite no leitor a desconfiança e o desinteresse, senão pela filosofia, ao menos pelo texto que, no encerramento desta coletânea, ela inspira. Assim sendo, devo prevenir-me e, para fazê-lo, vou permitir-me um desvio pelo território tão eminentemente filosófico das definições, antes de dar a vislumbrar o cenário contemporâneo em que, enfim, as relações entre ética e trabalho deverão ser examinadas.

Tomemos, pois, esse desvio, não para retardar a discussão, mas para evitar que ela incida sobre o campo da moral – da discussão, normativa ou simplesmente interrogativa, sobre os bons costumes, sobre o código de conduta, sobre o comportamento julgado adequado em ambiente de trabalho.

Seja, pois, por um lado, a ética, como reflexão sobre os princípios – ou, o que vem a dar exatamente no mesmo, sobre os fins últimos, sobre as finalidades do agir humano, sobre o próprio sentido da existência individual e coletiva; seja ainda, por outro lado, o trabalho, como atividade que é meio para produção de alguma coisa, que está relacionada a um fazer eficaz, a uma ação apropriada e conforme a fins que são exteriores à atividade.

Apresentada como reflexão, a ética diz respeito à decisão, que incumbe a cada indivíduo e a cada sociedade, de julgar, escolher e instituir em sua própria existência os princípios, os valores que deverão guiar suas relações com o mundo, com as coisas, com os outros homens, submetendo-os a permanente questionamento. As decisões relativas ao trabalho dependem, quanto a elas, do que se poderia chamar, numa acepção bastante ampla, de técnica: escolha dos saberes a serem convocados, dos instrumentos, dos procedimentos, das ações a serem empregados na consecução do resultado final. Será forçoso constatar que assim definidos os dois termos, não existe uma ética do trabalho, embora possam (e devam!) existir formas éticas de se investir a atividade do trabalho. Mas, nesse caso, essas formas deverão estar continuamente submetidas ao exercício da auto-reflexão e do questionamento constante.

É com tal atitude que o presente artigo se propõe a contribuir.



O trabalho como significação imaginária social

Muito embora sob o termo genérico de «humanidade» possamos reconhecer uma série de características biológicas, funcionais, psíquicas, comuns a todos os humanos, é sempre de maneiras muito diferentes que essas determinações são incorporadas, trabalhadas e retrabalhadas pelas diversas culturas e momentos históricos, sob a forma de costumes, de representações, de formas de encarar o mundo, de definir sua existência e, no caso que nos interessa aqui, de organizar e valorar as atividades humanas. Assim, cada sociedade, cada época, institui aquilo que C. Castoriadis denominava seus «tipos antropológicos» próprios. O modo de ser e de agir dos antigos babilônios não é o mesmo dos revolucionários franceses de fins do século XVIII; as formas de trabalhar, de raciocinar, de sentir, de desejar, de fazer planos, de se afetar, de temer de um tupi-guarani, há quinhentos anos, em nada se assemelhava àquelas do português navegador, ou dos brasileiros e brasileiras atuais.

Encarnando-se em «tipos antropológicos» específicos, os indivíduos formados e socializados em e por uma sociedade específica, dão existência e realidade às significações que cada sociedade institui para si, que a fazem ser como tal sociedade, e não uma outra:

Toda sociedade cria seu próprio mundo, criando, precisamente, as significações que lhe são específicas… O papel dessas significações imaginárias sociais, sua «função» – para empregar o termo sem qualquer conotação funcionalista – é tripla. São elas que estruturam as representações do mundo em geral, sem as quais não pode existir ser humano. Essas estruturas são, a cada vez, específicas: nosso mundo não é o mundo grego antigo, e as árvores que vemos por estas janelas não abrigam, cada uma delas, uma ninfa, é simplesmente madeira, é esta a construção do mundo moderno. Em segundo lugar, elas designam as finalidades da ação, elas impõem o que deve ser feito, ou não deve ser feito: deve-se adorar a Deus, ou então é deve-se acumular as forças produtivas – ainda que nenhuma lei natural ou biológica, nem mesmo psíquica, diga que se deve adorar Deus ou acumular as forças produtivas. E, em terceiro lugar – ponto, sem dúvida, mais difícil de abordar – elas estabelecem os tipos de afetos característicos de uma sociedade. (…) Mas, entre as significações instituídas por cada sociedade, a mais importante é, sem dúvida, a que concerne à própria sociedade.

São precisamente essas significações imaginárias sociais que fornecem, de maneira mais ou menos explícita, e de acordo com o grau de autonomia da sociedade, sentido para as atividades humanas. Ora, a reflexão ética começa, exatamente, quando os sentidos para a existência que nos são fornecidos pela sociedade passam a ser objeto de nosso questionamento consciente e contínuo. Por isso, a relação que buscamos, entre ética e trabalho, nos impõe o questionamento dos sentidos que são associados a essa atividade e da centralidade que lhe foi concedida por toda a sociedade ocidental contemporânea.



Centralidade do trabalho industrial

Foi apenas há relativamente pouco tempo, na história, que aquilo que denominamos de trabalho foi erigido à condição de valor central da existência. É claro que as diferentes sociedades sempre tiveram que lidar com as necessidades relativas à sua sobrevivência, que foram a cada vez instituídas, organizadas e orientadas de acordo com cada cultura específica; é claro também que nenhuma sociedade sobreviveria se não fosse capaz de atribuir significado às atividades que visavam a garantir, exatamente, sua continuidade. Assim, era à própria vida, considerada valor máximo, que o trabalho devia seu reduzido sentido. No entanto, de modo geral, a idéia de que se pudesse passar toda a vida a trabalhar foi a maior parte do tempo encarada com perplexidade: punição dos deuses ou condição dos povos vencidos, reduzidos à escravidão, a consagração integral ao trabalho, longe de conferir dignidade, marcava a fatalidade e o opróbrio que sobre alguns recaía.

Essa é, pois, a grande novidade introduzida pela Modernidade: que o trabalho – e, muito particularmente, o trabalho industrial, tenha se estabelecido como referência absoluta para todas as atividades da vida.

Conhecemos bem as condições objetivas que serviram de base para essa profunda transformação radical: acúmulo de riquezas sob a forma de capital financeiro, rápido avanço da ciência e de suas aplicações tecnológicas, incessante invenção de máquinas e procedimentos destinados à atividade industrial. E conhecemos, também, suas condições históricas e culturais: declínio das formas tradicionais de organização política e social, emergência de nova atitude de confiança indiscriminada na razão humana e suas possibilidades, instituição do projeto de «domínio absoluto da natureza» e de um verdadeiro fascínio pela idéia de «progresso».

Em poucos séculos, o trabalho passou do lugar de desconfiança e desprezo a que foi relegado tradicionalmente para o topo da hierarquia das atividades humanas: entre os séculos XVII e XIX ele se transformou, de fonte de toda propriedade legítima (Locke), em condição da própria humanidade e expressão máxima do homem (Marx). E, em que pesem as recusas que enfrentou, as terríveis polêmicas, as infinitas análises e as tantas vezes sangrentas ações que suscitou, em sua campanha vitoriosa, o trabalho moderno foi, até meados do século XX, não apenas uma realidade inexorável, mas igualmente objeto de uma verdadeira «glorificação teórica».

Isso não significa que não se tenha percebido desde logo que o preço a ser pago por essa ascensão do trabalho era extremamente caro: mas não pareciam restar dúvidas, nem para os teóricos, nem para os «homens de ação», de que a empreitada não só valia a pena como era digna da imensa confiança que nela se depositava. Assim, ainda que as primeiras críticas ao trabalho moderno coincidam com sua instauração, elas não chegam a abalar a crença de que a mudança era um caminho sem volta, uma exigência histórica que se fazia, a partir dali, verdadeiro princípio e condição da emancipação dos indivíduos e da felicidade social.

E, por toda parte onde se espraiou, o trabalho moderno modificou definitivamente os hábitos e as mentalidades, modelando as antigas culturas às suas novas exigências: urbanização, aparelhamento burocrático, «racionalização» dos comportamentos e vínculos. Na tarefa, demonstrou um vigor historicamente inaudito de propagação e, também sob esse aspecto, proclamou-se o advento de uma nova temporalidade, a partir da qual se pôde conceber o destino da espécie e avaliar os méritos de cada sociedade. Redesenhadas, as fronteiras de poder reafirmam a divisão do mundo em áreas desenvolvidas, e áreas que passarão a buscar, permanentemente, o desenvolvimento; em povos e nações que podiam desfrutar imediatamente das benesses da nova era, da nova humanidade, e aqueles que deviam dedicar muito afinco e muito esforço até que pudessem ver realizadas as promessas de inclusão no paraíso moderno.

As últimas décadas do século XX precipitaram, porém, de forma ainda mais brusca todo o edifício construído pela modernidade. Crises de diversas ordens – financeiras, ocupacionais, infra-estruturais – obrigaram ao reconhecimento da fragilidade das bases sobre as quais o projeto de organização social dos modernos fora construído. Até então, a ascensão do trabalho se fez passar, sob certos aspectos, por uma verdadeira conquista do éden: vitória definitiva sobre o tempo cíclico da natureza, pela aquisição do tempo progressivo da produção, todo feito de superação; triunfo, até mesmo, sobre o tempo linear em que se realiza a existência humana, sempre submetido à inexorável lei segundo a qual «tudo que floresce conhece também o declínio»[3], já que o desenvolvimento indefinido da ciência e da técnica tornou-se simplesmente o paradigma a partir do qual se imaginava um tempo fora daquilo que faz, precisamente, existir para nós a noção do tempo: os limites.

A realidade revelou-se, porém, outra: longe de promover um sempre crescente e ampliado bem-estar, o modelo de organização social correspondente ao trabalho moderno só fez acentuar as desigualdades e exclusões, tanto entre os países, como no interior de praticamente todos os países do mundo[4]. Assentado sob a ilusão de uma exploração ilimitada da natureza, o modelo civilizatório que produziu a ascensão do trabalho conduziu à rápida devastação das reservas de matérias primas e de energia necessárias à produção – e não é um detalhe que, ao fazê-lo, colocou em risco as próprias condições de vida no planeta.

O pressuposto fundante, historicamente presente na maior parte das correntes de pensamento econômico, foi o de que é possível a análise do processo de criação da riqueza por meio da abstração da natureza, limitando a visada da teoria aos aportes relativos do capital e do trabalho ou, mais recentemente, ao papel do conhecimento. A partir desse pressuposto se constrói o paradigma de crescimento sem limite, que foi hegemônico na cultura ocidental desde a consolidação da idéia de progresso. Todavia, como argumentou com lucidez Herman E. Daly, a economia é um subsistema aberto que opera no interior de um sistema mais amplo, fechado e com limites finitos que é o planeta Terra, com o qual estabelece relações de permanente intercâmbio. Por meio desses intercâmbios, o subsistema econômico obtém, como insumos, os recursos naturais e energéticos que está a requerer, enquanto descarrega sobre a natureza os resíduos e dejetos de sua atividade. Assim sendo, só é possível abstrair essas relações de intercâmbio na teoria e no cálculo econômico enquanto a dimensão ou escala desse subsistema econômico é pequena, em relação à dimensão do planeta – podendo-se, assim, para propósitos práticos, trabalhar com o pressuposto de uma natureza sem limites. Sem embargo, na medida em que o subsistema econômico cresce e se apropria de uma proporção crescente, tanto dos recursos como da capacidade de carga da Terra, já não é mais possível manter a ficção da economia como um sistema fechado e auto-suficiente. Atingido esse ponto, já não é mais possível ignorar os limites do crescimento.

Tampouco era a capacidade de consumo social inesgotável, sobretudo em vista da lógica de concentração de renda, que levou o capital financeiro a autonomizar-se não somente em relação aos riscos permanentes a que está submetida a atividade produtiva, mas também em relação à forma de organização nacional que lhe era correlata. Assistiu-se, em conseqüência, a uma profunda retração do emprego, contra a qual os governos, apesar de toda a retórica economicista, nada puderam e que vem se revelando quase insuportável em países como o Brasil. Na década de 1950, H. Arendt advertira: «o último estágio de uma sociedade de operários…é a sociedade de detentores de emprego»; e, então, já não é a confiança no progresso, a crença nas promessas da razão, o desejo obscuro de colocar-se fora do tempo que sustentam a relação dos sujeitos com o trabalho, mas apenas o mero instinto de sobrevivência, a requerer «um funcionamento puramente automático» dos indivíduos.

Em suma: o trabalho industrial, que pôde se apresentar como figura e modelo não só do trabalho na modernidade, mas de todas as atividades humanas, dá hoje provas evidentes de seu total esgotamento – o que sem dúvida não quer dizer que sua influência não se faça mais sentir sobre a existência individual e coletiva. Antes pelo contrário: paradoxalmente, é ainda o trabalho industrial que serve de figura e de modelo a partir do qual se pensa o conceito mais amplo de trabalho em nossas sociedades.



O trabalho, a ação, o sentido

Marx definia o domínio do trabalho como o da objetivação humana: para ele, o trabalho cria o homem. Mais do que nunca antes, a afirmação é valida para os tempos modernos – e para a contemporaneidade, também. Mas, de forma mais geral, é igualmente verdadeiro que, pelo trabalho, o sujeito faz existir aquilo que não existia anteriormente, que não estava na natureza, que só existe em função da vida social: o mundo objetivo das coisas. H. Arendt afirmava que essa atividade de fabricação se distingue nitidamente das atividades visando a mera sobrevivência, que ela denominava labor, e que, a rigor, não produzem mais do que as condições objetivas de manutenção da vida. O labor guarda, assim, uma estreita associação com a dimensão natural, diríamos, fisiológica do humano. O trabalho, no entanto, cria a artificialidade da vida humana, a atividade correspondente ao artificialismo da existência humana… O trabalho produz um mundo «artificial» das coisas, nitidamente diferente de qualquer ambiente natural. Dentro de suas fronteiras habita cada vida individual, embora este mundo se destine a sobreviver e transcender todas as vidas individuais. (…) O trabalho e o seu produto, o «artefato humano» emprestam certa permanência e durabilidade à futilidade da vida mortal e ao caráter efêmero do tempo humano.

Em comparação à objetividade do produtos do trabalho, os «produtos» da atividade direta entre os homens – da atividade ação, que já não se realiza sobre a natureza ou com a matéria, mas com a linguagem, sobre si próprio e sobre os outros – aparecem como extremamente «fúteis», isso é, frágeis e intangíveis.

…a ação, o discurso e o pensamento… não «produzem» nem geram coisa alguma: são tão fúteis quanto a própria vida. Para que se tornem coisas mundanas, isso é, feitos, fatos, eventos e organizações de pensamento ou idéias, devem primeiro ser vistos, ouvidos e lembrados, e em seguida transformados, «coisificados», por assim dizer, em ditos poéticos, na página escrita ou no livro impresso, em pintura ou escultura, em algum tipo de registro, documento ou monumento. Todo o mundo fatual dos negócios humanos depende, para sua realidade e existência contínua, em primeiro lugar da presença de outros que tenham visto e ouvido e que lembrarão; e em segundo lugar, da transformação do intangível na tangibilidade das coisas.

Tudo aquilo que, para o humano, é sentido, a começar por sua própria auto-representação, sua identidade, mas também o mundo de significações que o fazem existir, suas crenças, seus objetivos, seus valores, suas relações, depende de uma certa objetivação que é garantida, em primeiro lugar, pelo outro, pela comunidade em que o indivíduo se insere e com a qual compartilha, por via da socialização, esses sentidos; e, em seguida, pelas diferentes coisas que, constituindo o mundo objetivo dos humanos, sem esses sentidos seriam apenas «um amontoado de artigos incoerentes, um não-mundo».

E é também obra dessa comunidade a construção da significação atribuída à própria materialidade de que a vida humana não pode se passar. Em outras palavras, se o trabalho é condição para emergência da realidade mundana, a criação de um mundo comum de significações é a condição de possibilidade para a construção, pelo sujeito, do sentido de sua existência individual, que sempre parte dos sentidos coletivos que essa sociedade põe a disposição de seus membros.

Os muros da cidade, os monumentos, as casas, os utensílios cotidianos e os objetos rituais, as obras de arte, os livros, tudo isso faz existir um mundo mais ou menos durável de coisas materiais, fornece tangibilidade à experiência humana no mundo. No entanto (e é bem por essa razão que grifei, duas citações acima, a palavra «certa») mesmo esse sentimento de permanência concedida à existência pela materialidade dos frutos do trabalho jamais puderam se comparar à imperecibilidade daquilo que Arendt denomina a ação – a atividade de constituição do espaço comum, a política, que cria a esfera pública, que é condição para a emergência da memória e da história que sobreviverão a nós.

Subsiste, pois, uma contínua tensão entre o movimento de criação dos sentidos da existência coletiva e individual e a necessidade de sua materialização, de sua realização como produtos objetivos do trabalho humano. Ora, dizer que o trabalho assumiu, a partir da Modernidade, uma crescente centralidade no seio da vida social implica dizer que essa tensão tendeu a ser rompida: que o «fazer coisas» prevaleceu sobre o «agir», que houve perda do sentido comum da existência, reduzida agora à materialidade dos produtos objetivos do trabalho. E, de fato, às incertas conquistas que a ação realizou, nos tempos modernos, correspondeu nos primeiros momentos a triunfante e inquestionável evidência dos avanços do fazer humano.

Foi só então que se acreditou que, ao invés de receber seu sentido da ação, o trabalho poderia, ele próprio, passar a fornecer sentido para a existência e a convivência humanas: não é outro o movimento de retração da esfera pública, ou de «racionalização» da sociedade que o liberalismo apregoa. O político é substituído pelo especialista, a frágil matéria das deliberações coletivas pela objetividade da lógica de mercado – tudo, enfim, parece poder ser dominado pelo fazer instrumental:

E, realmente, entre as principais características da era moderna, desde o seu início até o nosso tempo, encontramos as atitude típicas do homo faber: a «instrumentalização» do mundo, a confiança nas ferramentas e na produtividade do fazedor de objetos artificiais; a confiança no caráter global da categoria de meios e fins e a convicção de que qualquer assunto pode ser resolvido e qualquer motivação humana reduzida ao princípio da utilidade; o equacionamento da inteligência com a engenhosidade, ou seja, o desprezo por qualquer pensamento que não possa ser considerado como o primeiro passo… para a fabricação de objetos artificiais, principalmente de instrumentos para fabricar outros instrumentos e permitir a infinita variedade de sua fabricação; e, finalmente, o modo natural de identificar a fabricação com a ação.

Assim, o trabalho passa a ser o que há em comum entre os homens, a «produtividade» critério de todo o valor, o correlato objetivo, universalmente válido e inapelavelmente fiel a partir do qual todos os homens devem passar a ser medidos e hierarquizados, tanto em sua representação de si quanto em seu lugar na sociedade. Ocorre que o desaparecimento da esfera pública, que é correlativo à expansão desmesurada da atividade privada, resulta na própria fragilização do sentido da existência: pois é agora o modelo de uma produção de objetos cada vez mais efêmeros, prontos a serem consumidos e substituídos, que serve de base para a criação das referências e valores que estabelecem o mundo comum. Um mundo do qual a perenidade, a estabilidade foram inteiramente banidas.



Privatização, crise do sujeito, crise da ética

Não somente a esfera pública tendeu a desaparecer no mundo moderno, sob o impacto da «racionalização» da sociedade e do conjunto de atividades humanas; também as certezas, os valores, as instituições, as verdades, as referências culturais e históricas sobre as quais o mundo comum se apoiava passam a ser objeto de um radical questionamento. Relacionando-se cada vez mais com os outros na esfera do trabalho e quase que somente aí, o homem moderno descobriu-se só na tarefa de fornecer sentido e direção para sua existência.

Analisando os impasses da ética na sociedade atual, M. R. Kehl considera que o sujeito contemporâneo é, na verdade, um ser duplamente dividido: apartado dos outros, ele foi instituído como «indivíduo», ser solitário para quem já não contam as dimensões coletivas da existência humana. A ausência do outro priva o sujeito de «modos de pertinência, de produção de sentidos para a vida, de filiação, de amparo simbólico»[11], enfim, das referências que forneciam sustentação à sua constituição como sujeito social, à sua socialização. Mas é também da própria experiência de si, que tanto depende dos outros, que o sujeito contemporâneo se encontra privado: ele se desconhece, não entende mais o que determina seus próprios impulsos, tendências, não reconhece o seu desejo.

É essa a outra face da privatização: o aprisionamento do sujeito em uma subjetividade anônima – que não encontra nenhum correlato na cultura, na vivência social.

…ao final do processo assistimos à emergência de um sujeito que passa a desconhecer tanto suas determinações íntimas como o caráter coletivo, social, das forças que o atravessam. Para se acreditar independente, «individual» entre seus semelhantes, ele tem que ignorar (recalcar?) todas as evidências de sua dependência.

O sujeito contemporâneo está só, com seus apetites e desejos: ao invés de um sentido mais perene e durável para sua existência, ele quer apenas a segurança e o conforto; ao invés de construir um projeto para sua vida, interessa-lhe usufruir ao máximo, evitar ao máximo toda dor e frustração.

Dessa forma, à crise «objetiva» do mundo que se ergueu sob as bases do trabalho moderno, soma-se a crise da subjetividade, a falência dos processos de identificação e dos modelos de socialização que faziam existir os indivíduos e serviam de referência para suas atividades. «Como pode o sistema, nessas condições, continuar a existir?» pergunta-se C. Castoriadis. Sua resposta é, no mínimo, embaraçosa:

Ele se mantém por que se beneficia ainda de modelos de identificação produzidos no passado: o matemático que acabo de mencionar, o juiz «íntegro», o burocrata legalista, o operário consciencioso, o pai responsável por seus filhos, o professor que, sem qualquer razão, ainda se interessa por seu trabalho. Mas nada no sistema tal como é justifica os «valores» que estes personagens encarnam, que eles investem e que se espera que persigam em sua atividade. Mas por que um juiz deveria ser íntegro? Por que um professor deveria se cansar com seus guris, ao invés de deixá-los passar o tempo, salvo em dia de visita do inspetor? Por que um operário deveria se matar tentando apertar o centésimo qüinquagésimo parafuso, se ele pode dar um jeitinho face ao controle de qualidade? Não há, nas significações capitalistas, desde o começo mas, sobretudo, em vista do que se tornaram atualmente, nada que possa fornecer uma resposta a esta questão.

Eu comecei afirmando que os domínios da ética e do trabalho são separados: não há uma ética que derive espontaneamente do trabalho, não é da lógica do trabalho que se pode implicar uma ética capaz de fornecer sentido à existência. Ao insistir no contrário, a modernidade fez mais do que tornar a distância entre ética e trabalho ainda mais descomunal: ela levou a sociedade e os indivíduos por ela socializados a uma existência cada vez mais esvaziada, cada vez mais empobrecida. É isso que faz Castoriadis afirmar que a sociedade se mantém às custas da contraditória sobrevivência de valores e de sentidos do passado, às custas de «modelos de identificação produzidos no passado». Triste a sociedade que é forçada a se amparar nas ruínas daquilo que conscienciosamente destruiu, pois ela reserva a seus membros uma única e dolorosa alternativa: continuar se agarrando a valores que não mais se objetivam nas produções, instituições e comportamentos sociais – valores que carecem, pois, de qualquer visibilidade, que são continuamente desacreditados pela lógica social; ou, então, viver uma vida ancorada na efemeridade e na instabilidade dos «valores» disponíveis, na expectativa de um consumo e de uma fruição que não vêm para a maioria dos indivíduos, mas que condena a todos à frustração.

Mas, valeria a pena continuar buscando no trabalho um sentido que ele não pode fornecer? Parece-me que não! No entanto, isso não implica necessariamente – como tantos já pensaram – em adotar a atitude contrária, imaginando outro éden, este agora em que os homens estariam todos libertos do trabalho, do labor, da pena relativa à labuta diária. Em que condições poderá, então, a atividade do trabalho assegurar a necessária objetivação à existência humana, sem por isso cobrar dessa existência sua integral submissão ao que, por si só, carece de sentido?

Esse parece ser, a meu ver, o grande desafio da atualidade: a construção de sentidos mais duráveis, mas estáveis, mais generosos para a existência depende da reconstrução dos laços sociais, e esses, por sua vez, se tecem pela experiência de participação em uma obra comum. Ser-me-á objetado que essa afirmação nada tem de novo, que há muito os sociólogos do trabalho já «descobriram» – pelo menos desde meados do século passado – que a valorização das relações humanas, o cuidado com o outro, o estabelecimento de condições de trabalho satisfatórias eram essenciais para o desempenho do trabalhador. Mas, a rigor, esses sociólogos jamais puderam comprovar suas teses; muito ao contrário, face à crise do trabalho, que não previram, elas revelaram-se inteiramente infundadas. Ora, onde essa sociologia errou foi em acreditar que se poderia extrair da lógica do trabalho moderno um sentido de humanização que limitasse seus excessos, que suavizasse sua inflexível busca de lucro, que ponderasse sua irrefreável tendência a tudo reduzir ao critério da produtividade. Em outras palavras, errou em buscar justificar pelas próprias exigências do trabalho uma ética de humanização, em propor uma compatibilidade entre a ética e as exigências de eficácia e rendimento. Não nos preocupamos com a felicidade dos outros porque isso nos tornará mais eficazes e racionais, mas porque somos humanos, e escolhemos nos preocupar com os humanos; não investimos na auto-construção humana porque essa é uma exigência do desenvolvimento técnico e científico, pelos ganhos materiais que daí advirão, mas porque decidimos acreditar que o desenvolvimento técnico e científico, que os ganhos materiais não têm sentido em si, mas só valem a pena ser buscados se deles puder usufruir toda a sociedade.

Em suma, a ética que pode, hoje ainda, significar o trabalho depende de outra coisa, que não é o próprio trabalho, por si só: depende de uma decisão que, tomada solitariamente, é insuportável; depende da consciência de que o sentido da existência individual se ancora nos sentidos coletivamente construídos; depende da decisão de conceber a verdadeira finalidade da atividade humana no mundo como sendo muito mais do que a produção de bens materiais ou imaterais; como sendo, antes de mais nada, o da auto-criação, por parte de cada humano, de sentidos mais generosos para sua existência individual e coletiva. E como dessa auto-criação, o outro tem, necessariamente, que participar, penso que a ética depende, finalmente, da decisão de abandonar os móveis de fruição e gozo individuais pelo projeto de construção comum da sociedade em que habitaremos.


Esse Foi o Trabalho apresentado hoje pela parte da manhã na Universidade Federal de Santa Maria.
Autora: Mírian Soares Bandeira