quarta-feira, 15 de abril de 2009

Diante de tantos chavões e teorias pedagógicas, a verdade é: a escola deve ser, definitivamente, não só um local onde se adquire conhecimento, cultura





Diante de tantos chavões e teorias pedagógicas, a verdade é: a escola deve ser, definitivamente, não só um local onde se adquire conhecimento, cultura e conteúdos pré-estabelecidos, mas, efetivamente, um ambiente que propicie e priorize, no indivíduo, a aquisição de “ferramentas” para lidar consigo mesmo e com a vida.
É claro que é necessário muito estudo, didática e reformulação de estratégias para que o processo de aprendizado obtenha o melhor resultado possível. E qual seria o melhor resultado? Como mensurá-lo? Para medirmos, temos de ter uma referência. E quem ou o quê ousaria mensurar aquilo que faz parte do drama humano? – o SER.
Resumidamente, o indivíduo vai à escola para tornar-se humano. Será que toda essa mistura de linhas pedagógicas, modismos, “maquiagem” e hipocrisia que a maioria das escolas se submetem para não perder sua clientela, sentem-se responsáveis, além da família, em nortear seus alunos àquilo que os antigos filósofos já defendiam sobre o Belo, o Bom, a Ética, o Verdadeiro, e tantos mais atributos que nunca saem de moda? Pois esses são os reais instrumentos que sustentam o indivíduo por toda sua vida. Não importa se ele vai ser um engenheiro, um médico ou um arquiteto, importa sim o que ele vai SER.
Instrução, informação e competência existem de sobra por aí, e reais seres humanos?Creio que muito mais que congressos, grupos de estudo e discussões sobre educação, deveríamos questionar todo o formato de escola, seus princípios e reais norteadores daquilo que chamam, levianamente, de “escola para a vida”. Se assim o fosse, o mundo não estaria da maneira que está – sociedades corrompidas, famílias desestruturadas, meio ambiente doente, corrupção, banalização da vida, e muita, muita mediocridade.
“Uma pessoa não nasce humana, mas torna-se uma.”

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