quarta-feira, 15 de abril de 2009

Pais + Escola ou Pais x Escola?




Existe uma real parceria entre pais e escola?
Que escolas promovem palestras e reuniões úteis e práticas para orientar os pais de hoje? – perdidos, movidos por culpa e excesso de proteção.
Escola e pais têm papéis diferentes, um não supri ou substitui o outro. Mas há algo em comum entre elas além do aluno/filho – o comprometimento com a proposta, que deve ser a mesma.
Muitos pais têm visões sobre como educar o seu filho que diverge e muito em relação à filosofia da escola. Como fica então o desenvolvimento do aluno/filho? Cada um defende um valor, segue uma conduta diferente em casa e na escola e a criança fica entre gregos e troianos, sem saber que direção tomar. E tudo isso na cabeça de criança é muito abstrato e instintivo. Ela não entende nada sobre papéis, comportamentos, métodos, crenças, pedagogia, valores… Aos poucos, sem querer, ela passa a assumir diferentes papéis dependendo da circunstância, ou melhor, local. Se ela está em casa ela age de um jeito, na escola de outro. Concordo que são ambientes completamente diferentes e que exigem do pequeno interações e comportamentos diversos. Mas há um eixo, um núcleo que deve ser mantido – o limite, por exemplo. O limite que escola dá para a criança é o mesmo que os pais definem em casa?Quais são os acordos que a escola e pais fazem com a criança? Acordos são cruciais na vida da criança. É a linha mestra que ela deve permear para estabelecer um vínculo com ela mesma e com os que a circundam. E acordos diferentes, ou muitas vezes antagônicos, tornam crianças confusas, inconsistentes e sem direção. E é esse perfil que ela irá carregar no futuro, na sua vida adulta.
Como educadores e pais podemos facilitar a vida da criança estabelecendo papéis complementares e que miram o mesmo horizonte.
Pais e escolas deveriam ter uma parceria bastante ativa nesse processo, nos dias em que vivemos. Por meio de palestras, reuniões ou indicações de leituras, essa dupla poderia estabelecer uma linguagem, postura comum para que o desenvolvimento da criança não sofresse tantas modificações de regras no meio do jogo, ou até o que é muito comum, uma educação sem regra nenhuma. O que vale é pelo lado da escola, manter o cliente, seja por corrupção da proposta, por criar estruturas atraentes aos pais e , no caso os pais, o objetivo é facilitar a vida deles, seja por omissão o excesso de permissão. É muito mais fácil deixar o seu filho assistindo por horas os “sagrados” DVDS para que você possa fazer algo mais interessante e legal do que ficar com o seu filho ou pagar o preço que for para que uma babá, sem instrução alguma, o faça companhia. A falta de tempo já não é mais desculpa, pois o pouco tempo que os pais têm para ficar com os seus filhos, sempre há algo mais importante para fazer, e dar atenção ao filho é, cá para nós, muito chato, não?
É triste, mas existe muita mentira e hipocrisia entre amores e valores e o único que realmente sofre conseqüências nesse jogo de empurra é a criança. Faço então um apelo para você que é educador ou pai: dedique-se, mas dedique-se ao máximo que puder quando estiver com seu aluno ou filho, dê a ele tudo o que precise – seja um afetuoso abraço, um olhar que vale mais de mil palavras, uma bronca na hora certa e saiba que tudo o que você fizer com amor e valor será eterno e fará parte de toda a trajetória de vida desse ser, que depende de como você o conduz no presente para determinar o que ele irá se tornar no futuro.

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